JOSÉ EDVALDO DA SILVA

12 de septiembre de 1955 - 16 de junio de 2020
Arapiraca, Alagoas, Brasil

Comer el famoso “Caldinho do Pedrinho” con su hijo era uno de los momentos favoritos de José Edvaldo da Silva. En los últimos meses, su nieto de dos años y medio también se había convertido en la compañía del dúo: el niño quería hacer de todo con el Abuelito Ed.

Padre de tres, periodista y locutor de 64 años, tenía como gran inspiración su familia. Descrito por sus amigos como un hombre que anteponía a su familia a todo lo demás, hizo muchos sacrificios para que sus tres hijos se graduaran. El de enmedio, Igor da Silva, también es periodista. En la graduación, en 2008, Edvaldo no ocultó su orgullo de ver a su hijo graduarse en el mismo campo que eligió para actuar.

Durante más de 40 años, Edvaldo trabajó con la radio. Entre sus colegas, era conocido como un “furão” (en portugués, un periodista que siempre tiene una historia exclusiva o un gran reportaje antes que las otras emisoras). Desde el deporte hasta la política, Edvaldo cubrió varios temas en su programa “Nosso Encontro”, en Radio Sampaio.

Los libros occidentales fueron una de sus grandes pasiones, al igual que el fútbol. Edvaldo era moreno, medía 1,70 m de altura, tenía ojos negros y un poco de canas.

Llevaba seis meses sin trabajo debido a una operación de corazón que le realizaron en el segundo semestre de 2019. Edvaldo trabajaba en casa, rara vez salía y cuando era necesario, siempre usaba mascarilla y gel de alcohol. La familia cree que el periodista contrajo la enfermedad debido al contacto con su hija, Iza Eleuza de Castro Silva, quien trabajaba en un hospital de la ciudad de Arapiraca.

La hija mayor de Edvaldo trabajaba en un hospital de casos de covid-19 y murió de complicaciones por el virus el 3 de junio. Tres días después, al padre le diagnosticaron la enfermedad. Fue remitido al hospital el mismo día.

Sin mayores complicaciones, Edvaldo mantuvo conversaciones con su familia a través de llamadas de WhatsApp y videollamadas. Pero poco a poco su condición se agravó. Los médicos responsables aseguran que su estado era estable, pero empeoró mucho debido a ataques de ansiedad.

Edvaldo no supo procesar la pérdida de su hija.

Además de su legado como uno de los periodistas más conocidos de Arapiraca y Palmeira dos Índios, Edvaldo dejó una gran ausencia. Falta para sus fieles oyentes, que siempre seguían el programa de radio. Falta a sus compañeros de trabajo y a todos los profesionales que lo vieron como un modelo de integridad a seguir. Y le extraña su familia, que perdió a un querido esposo, padre y abuelo. Para Igor, la bendición del padre es lo que más se necesita en su día a día.

Versión en portugués

Tomar o famoso “Caldinho do Pedrinho” com o filho era um dos programas preferidos de José Edvaldo da Silva. Nos últimos meses, o neto de dois anos e meio também havia se tornado companhia da dupla. Xodó do Vovô Ed, o garoto queria fazer tudo com o avô.

Pai de três filhos, o jornalista e radialista de 64 anos tinha como maior inspiração a família. Descrito pelos amigos como um homem que colocava a família acima de tudo, ele fez muitos sacrifícios para ver seus três filhos formados. O do meio, Igor da Silva, também é jornalista. Na formatura, em 2008, Edvaldo não escondeu o orgulho que sentia em ver o filho graduado na mesma área que ele escolheu atuar.

Há mais de 40 anos Edvaldo trabalhava com rádio. Entre os colegas era conhecido como “comentarista furão fantástico”, pois quando começou na rádio ele dava muitos furos, conseguia muitas reportagens. De esporte à política, Edvaldo cobria diversos assuntos em seu programa “Nosso Encontro”, na Rádio Sampaio.

Livros de faroeste eram uma das suas grandes paixões, assim como o futebol. Edvaldo era moreno, media 1,70 m, tinha olhos pretos e um cabelo um pouco grisalho.

Ele estava afastado do trabalho havia seis meses, devido a uma cirurgia cardíaca que realizou no segundo semestre de 2019. Edvaldo trabalhava em casa, raramente saía e quando precisava, sempre usava máscara e álcool em gel. A família acredita que o jornalista contraiu a doença devido ao contato com a filha, Iza Eleuza de Castro Silva, que trabalhava em um hospital da cidade de Arapiraca.

A filha mais velha de Edvaldo atuava em um hospital de atendimento a casos da COVID19 e faleceu devido a complicações do vírus em 3 de junho de 2020. Três dias depois, o pai foi diagnosticado com Corona. Ele foi encaminhado para o hospital, no mesmo dia.

Sem grandes complicações até então, ele mantinha conversas com a família através de ligações pelo WhatsApp e vídeos chamadas. O agravamento foi devido ao luto pela morte da filha. Os médicos responsáveis por Edvaldo afirmam que o quadro dele era estável, mas se agravou muito após crises de ansiedade.

Edvaldo não soube processar a perda da filha.

Além de seu legado como um dos jornalistas mais conhecidos de Arapiraca e Palmeira dos Índios, Edvaldo deixou saudades. Saudades para seus ouvintes fiéis, que sempre acompanhavam o programa da rádio. Saudades para os colegas de trabalho e todos os profissionais que viram nele um modelo de integridade a ser seguido. E saudades para a família, que perdeu um marido, pai e avô querido. Para Igor, a benção do pai é o que mais faz falta em sua dia a dia.

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Este perfil fue construido con los testimonios de Igor José de Castro Silva, hijo, e Antônio de Oliveira, compañero de trabajo.

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